
as lindas curvas
desejei-as
olhando de relance
minhas vistas afiaram
minha carne estremeceu
cheio de ensejo
sem nenhuma vergonha
sem pudor
a mente em torpor
o botão do automático se ligou
tocar, sentir a maciez,
o cheiro fresco,
beijar, lambusar por um segundo
provando o sabor,
desenhando nas lindas curvas
o prazer de lhes descarnar
de separá-las
adentrá-las
tomá-las
e possui-las
e estremecer novamente.
SAlmon Evangelista
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