As viradas do tempo maltempo
bom tempo desejo
porque fui.
Despejado, jogado, atirado ao alto
ao vento, para longe carregado
sem dinheiro
sem documento
num grande movimento
milheiro, avuante
discrepante
crepitante
ao sul do equador
morrendo de calor
sedento, não de água
são as mágoas,
migalhas de nada.
Produto do ego,
seu
meu
Céus!
abram em luz
em pronto socorro.
Desça chuva
desça bença
desça a graça
Deus!
desça e faça!
acudi-nos Pai!
Salmon Evangelista da Silva
Um comentário:
Cara... sabia desse lado poeta não... heuheueheuh
tá massa mesmo! Parabéns!
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